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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Política indigenista é discutida no Congresso das Cidades Amazônicas

Da Redação
Agência ParáA programação do segundo dia do I Congresso das Cidades Amazônicas, que acontece em Belém, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, foi iniciada com um debate sobre Logística de Transporte na Amazônia, contando com a participação de representantes do Ministério dos Transportes e do Ministério da Defesa. Em seguida, entrou na pauta de discussões o tema "Questões Indígenas", do qual participaram o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, e o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Fábio Filgueiras.O presidente da Funai afirmou que o órgão federal, que estabelece e executa a política indigenista no Brasil, orgulha-se de ser o responsável por boa parte das terras indígenas demarcadas na Amazônia, contribuindo para a preservação da região e das futuras gerações. Sobre as críticas ao desmatamento no Pará, Márcio Meira considera muitas delas de "má fé", já que "mais de 40% do Pará é forma…

Índios de Paranhos são homenageados em conferência no DF

João Humberto

Os professores guarani Rolindo Verá e Genivaldo Verá, desaparecidos após confronto com fazendeiros em Paranhos, foram homenageados na 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada de 16 a 20 de novembro e Luziânia, na periferia de Brasília.

Conforme informações do Blog da Amazônia, num artigo escrito pelo professor José Ribamar Bessa Freire, coordenador de Estudos dos Povos Indígenas, na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e pesquisador do programa de pós-graduação em Memória Social, da Unirio, é citado que os dois professores foram mortos por pistoleiros, na fronteira com o Paraguai.

Os dois índios foram homenageados com um minuto de silêncio por mais de 700 participantes que discutiram a organização de um sistema educacional responsável, hoje, por 2,7 mil escolas indígenas em todo o Brasil.

Em seu artigo, Freire questiona a morte de Genivaldo e Rolindo. A pergunta foi feita por ele a um professor guarani presente na conferência, amigo dos primo…

Povos indígenas de Guajará-Mirim fazem reunião com MPF e relatam falta de atendimento em Saúde e Educação

Em Guajará-Mirim, no último sábado, indígenas de 13 etnias fizeram reunião com representantes do Ministério Público Federal (MPF) para pedir que o órgão interceda junto às instituições públicas que são responsáveis por saúde, educação e fornecimento da suas carteiras de identificação, entre outros assuntos. Durante todo o dia, os indígenas relataram dificuldades de atendimento por parte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Secretaria de Ação Social daquele município, INSS e Fundação Nacional do Índio (Funai).

O 10º Encontro dos povos indígenas de Guajará-Mirim teve a participação da procuradora da República Lucyana Pepe, que coletou todos os relatos para adotar providências e exigir dos órgãos públicos responsáveis ações para atendimento aos indígenas.

A procuradora explicou que a carteira de identidade indígena fornecida pela Funai deixará de existir e que todos os indígenas serão identificados pelo registro na FUNAI e pelo Registro Geral (RG) fornecido pela Secretaria de Segurança …

Índios Atikum temem perder terras para os quilombolas

Dezesseis índios da tribo Atikum, realizam uma manifestação esta manhã na sede da Funai, na Avenida João de Barros. Caracterizados, cantando e dançando, eles representam os 1.500 indígenas de nove aldeias localizadas no município de Salgueiro, no sertão de Pernambuco.O protesto tem o objetivo de defender a demarcação das terras indígenas, que fazem divisa com áreas quilombolas. Os índios temem que decretos a serem assinados amanhã, no Dia da Consciência Negra, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retirem parte da área do domínio dos Atikum.Nesta sexta-feira, em solenidade na Praça Castro Alves, em Salvador, Lula deve assinar 29 decretos para a titulação de quilombolas de 13 estados.Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Representantes de 250 povos debatem rumos da educação em Luziânia

A 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (Coneei), foi aberta nesta segunda-feira, 16, em Luziânia (GO) com um canto indígena que apresentou as regiões de cada etnia. Cerca de 800 representantes dos 250 povos que existem no Brasil estão reunidos esta semana para discutir os rumos da educação escolar indígena.A Coneei reúne especialistas, educadores, alunos e comunidades indígenas de todo o país e se estenderá até o dia 20. O objetivo é avaliar a realidade da educação escolar indígena brasileira, ofertada em 2.480 escolas, e consolidar um pacto nacional para melhorar a oferta e a qualidade do ensino aos povos indígenas.“A grande expectativa do MEC para este encontro é ouvir as preocupações, reinvindicações e perspectivas de cada povo aqui representado”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele acrescentou que são grandes os desafios na área da educação escolar indígena. “Cada aspecto da educação tem que ser considerado de maneira diferente para cada etnia: mater…

Morre o violonista Nato Lima, dos Índios Tabajaras

AE - Agencia Estado NOVA YORK - O violonista brasileiro Nato Lima, da dupla Los Índios Tabajaras, morreu anteontem em Nova York, aos 91 anos. A informação foi divulgada pela família em uma nota à imprensa. Ele sofria de câncer no estômago. Ao longo de 50 anos, Lima gravou mais de 70 álbuns com o irmão Antenor, angariando fãs nos Estados Unidos, onde abriram portas para outros músicos brasileiros.



Indígenas e nascidos no interior do Ceará, adotavam também os seus nomes tradicionais, Muçaperê e Herundy, que significam, em tupi, terceiro e quarto. A dupla começou a carreira no Rio de Janeiro, antes de partir para o exterior, onde assinou, nos anos 1940, um contrato com a gravadora RCA. Um de seus maiores sucessos é "Maria Elena". Logo após o anúncio da morte, amigos do artista começaram a organizar um concerto em sua homenagem, ainda sem data e local confirmados.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Justiça obriga fazendeiros a indenizarem povos indígenas

Fazendeiros que retiraram madeira de terra indígena no Acre terão que pagar R$ 15 milhões.
Foto: Francisco Chagas
Redação,
Do oriobranco.net

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu manter, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), condenação milionária imposta a madeireiros do norte do país que retiraram, ilegalmente, madeiras da terra indígena Kampa, na região do Rio Amônia. Por unanimidade, os ministros da 2ª Turma do Tribunal consideram válida decisão das instâncias ordinárias que determinaram aos réus o pagamento de aproximadamente R$ 1,5 milhão. Este valor foi estipulado como indenização pelos 1.374 metros cúbicos de mogno e 1.374 metros cúbicos de cedro, extraídos durante os anos de 1981, 1982, 1985 e 1987. Os madeireiros foram condenados, ainda, a pagarem o valor de R$ 3 milhões a título de indenização por danos morais causados aos membros da comunidade indígena Kampa, e de aproximadamente R$ 6 milhões ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, para custear a recomposição ambiental na…

FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

O dia especialSou obrigado a enfiar a modéstia no saco de brinquedos e abrir o maior sorriso dos dias especiais. Muita coisa boa está prevista para me acontecer hoje. Primeiro, na Arena das Histórias, devo abraçar a Confraria das Letras em Braille, que faz emocionantes transcrições para leitores cegos. Um pouquinho depois, vou receber na Casa do Patrono estudantes que vêm de Nova Bassano.

O resto da tarde será ainda mais glorioso. Às 18h, no estande da Assembleia Legislativa junto ao calçadão da Rua da Praia, passarei à condição de laureado com a Medalha do Mérito Farroupilha, mais importante comenda concedida pelos deputados do Rio Grande do Sul. Por essa o Piá Farroupilha não esperava.

Medalha no peito, corro para o primeiro andar do Memorial. Preciso estar ao lado de Jane Tutikian, Alcione Araújo e Daniel Munduruku no lançamento de nossos livros pela editora Edelbra. Um Guri Daltônico, no aniversário de 25 anos, reaparece junto com os jovens espertos da Jane, o Papai Noel divertido d…

Notícias da 55º Feira de Porto Alegre

Escritor indígena encontra crianças da cidade
Daniel Munduruku durante sua palestra na Feira
Foto: Luis Ventura, Divulgação
Daniel Munduruku contou histórias do seu povo Com palavras totalmente desconhecidas do “povo da cidade”, o escritor e contador de histórias indígena Daniel Munduruku cumprimentou a criançada que o aguardava na Arena das Histórias, no Cais do Porto, na manhã de hoje.

– Bom dia a todos os meus amigos aqui presentes. Espero que este encontro seja tão bom para vocês quanto para mim! Vocês estão bem? – disse no dialeto Munduruku, povo do qual Daniel faz parte.

Encantados – e um pouco confusos – com as palavras do escritor, os jovens acabaram por aprender expressões da língua indígena como “bom dia” e “estou bem”. Autor de obras de temática indígena, Daniel defendeu a utilização correta da palavra índio:

– Somos considerados indígenas porque nossos povos já estavam no Brasil antes dos portugueses chegarem aqui, mas somos todos…

Jogos dos Povos Indígenas terminam neste sábado

Lancepress
Comente Comentários Mais de 1.300 indígenas participam, na cidade de Paragominas, no estado do Pará, da 10ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que conta com dez modalidades. A competição, na qual participam representantes de 33 etnias, vestindo trajes tradicionais e com rostos e corpos pintados, inclui algumas modalidades esportivas características destes povos como: corridas com troncos, o arco e flecha ou diferentes estilos de luta corporal, e também conta com o futebol. O cenário dos Jogos dos Povos Indígenas é a "Vila Olímpica" de Paragominas, que tem capacidade para até 7 mil espectadores. Os participantes são acompanhados por suas famílias, incluindo as crianças pequenas. Junto às provas esportivas, o programa dos Jogos Indígenas também conta com exibições e apresentações culturais das diferentes etnias que participam do evento. A cerimônia de encerramento dos Jogos acontecerá amanhã. A edição dos Jogos deste ano é considerada pelos responsáveis da organiz…

Yanomamis brasileiros e venezuelanos cortam relações por causa da nova gripe

Governo da Venezuela confirmou oito mortes pela doença entre índios.
Funasa diz que vírus não chegou aos yanomamis do Brasil.Mariana Fontes e Iberê Thenório - Do Globo Amazônia, em São Paulo Por temer o contágio pelo vírus da gripe A (H1N1), os índios yanomamis brasileiros evitam visitar seus parentes nas aldeias venezuelanas. Segundo o líder indígena Davi Yanomami, há duas semanas, os índios de Platanal, no sul da Venezuela, enviaram mensagens informando que muitos já estavam infectados pela doença no país vizinho.

“Nossos parentes pediram para a gente se preparar para a gripe e não ir para lá. Agora, ninguém está visitando ninguém”, conta. Segundo a Funasa, há cerca de 18 mil yanomamis no Brasil. Para não espalhar a nova gripe, eles deixaram de cruzar a fronteira para visitar parentes. (Foto: Fiona Watson/Survival) De acordo com o Mini…

Em Mato Grosso, índios ganham biblioteca de palha com 400 livros

Projeto 'O Caminho da Leitura' foi premiado há duas semanas.
Quase 300 índios se reúnem para ouvir histórias aos sábados.Érica PoloEspecial para o G1, em São Paulo

Foto: Divulgação
Crianças cultivam o hábito da leitura. (Foto: Divulgação) Com o objetivo de combater o analfabetismo e valorizar a leitura, a aldeia Campinas, no município de Campinápolis, em Mato Grosso, ganhou uma biblioteca feita de palha este ano. Os próprios moradores a construíram em apenas um dia e o idealizador do projeto, o índio Ciro Sahairo, mora na tribo."Leio para quem quer ouvir as histórias aos sábados", conta Ciro, que é professor. Nas estantes, 400 livros sobre literatura, história de outros países e publicações infantis distraem os índios interessados por conhecimento. A biblioteca não alimenta só a curiosidade desta comunidade, mas também está à disposição de mais sete aldeias vizinhas. A soma dá um público de …

Greenpeace e Kayapó se unem contra Belo Monte

CONVITE Se Lobão não vai ao Xingu, o Xingu vem até Lobão Mais de 200 lideranças indígenas estão reunidas na Terra Indígena Capoto/Jarina, no entroncamento do rio Xingu e a MT 322 (antiga BR 80) desde a última quarta-feira (28/10) para protestar contra a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. A manifestação foi convocada em repúdio às declarações do ministro Edson Lobão, que disse ter a sensação de que há "forças demoníacas que puxam o país para baixo, impedindo que haja avanços" ao referir-se ao projeto de Belo Monte. Representantes do governo – Ministério Público Federal (MPF), Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ibama e Funai –, além da imprensa em geral, também foram convidados. A reunião segue até o dia 04/11...
O Greenpeace aceitou o convite e vai documentar a manifestação, colhendo depoimentos de lideranças indígenas e não-indígenas sobre os impactos socioambientais do projeto, com o objetivo de reforça…

Ritual do fogo marca a abertura dos Jogos dos Povos Indígenas

Da Redação
Agência ParáCom uma oração feita pelos índios Tembé, anfitriões da festa,foi aberta no Parque Ambiental de Paragominas, sudeste do Pará, no início da noite de sábado (31), a décima edição dos Jogos dos Povos Indígenas, promovida pelo Comitê Intertribal. Todas as demais etnias, com suas pinturas e adereços característicos, deixaram as ocas para dançar, cantar e tocar instrumentos de percussão.Os Assurini, por exemplo, exibiram instrumentos de sopro de um metro e meio, feitos em bambu. Com a lua cheia já despontando, a poeira levantou com o movimento firme e ritmado dos pés descalços.Jornalistas e fotógrafos não tiveram acesso a esse momento da festa. Apenas os atachê (ajudantes) e os organizadores ganharam permissão para ver o ritual coletivo de celebração. Aos poucos, os índios se organizaram em fila para entrar na arena. Na saída da aldeia instalada ao lado do Parque, dezenas de fotógrafos profissionais se concentraram para conseguir as primeiras imagens.Reunindo quase 10 m…