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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Encontro discute Lei que obriga História e Cultura Indígena na Escola

PIMENTA NO OLHO DOS OUTROS É REFRESCO! Estive recentemente na Feira do Livro de Campos dos Goytacazes, uma linda cidade do Rio de Janeiro. Lá tive a oportunidade de apreciar não apenas a beleza natural, os diversos pontos turísticos [favorecidos por uma história colonial bastante rica] e as grandezas deste que é o maior município do interior fluminense com seu visível crescimento econômico, mas também sua fome de cultura e de leitura. Isso eu vi com meus olhos e ninguém pode negar. Lá conversei com os pequenos leitores. Tive a rara oportunidade de encontrar outros escritores, ilustradores, artistas, pensadores que davam seus depoimentos com alegria e vibração assumindo o espírito que pairava no ar. Era um espírito bom, alegre, feliz. Um espírito que emanava conhecimento e descontração, dois elementos básicos de uma realidade ainda esquecida: conhecimento gera alegria. As duas juntas geram sabedoria. Fórmula simples e fácil de perceber. Encontrei também professores. Tive a oportunidade de…
Comentário DM: Assino embaixo esta carta. _________________________________________



CARTA DE REPÚDIO AO PROGRAMA EXIBIDO PELA TV RECORD NO DOMINGO ESPETACULAR NO DIA 07 DE NOVEMBRO DE 2010.
Nós, mulheres indígenas reunidas no Encontro Nacional de Mulheres Indígenas para a proteção e Promoção dos seus Direitos na cidade de Cuiabá entre os dias 17 e 19 de novembro de 2010, vimos manifestar nosso repúdio e indignação contra reportagem produzida pela ONG religiosa ATINI exibida no dia 07 de novembro de 2010 em rede nacional e internacional. No Programa do Domingo Espetacular, da emissora RECORD,  foram mostradas cenas de simulação de enterro de crianças indígenas em aldeias dos estado de Mato Grosso (Xingu), Mato Grosso do Sul (Kaiowá Guarani) e no sul do Amazonas (Zuruaha), pelos fatos e motivos a seguir aduzidos: 1.A malfadada reportagem coloca os povos indígenas como coletividades que agridem, ameaçam e matam suas crianças sem o mínimo de piedade e sem o senso de humanidade. 2.Na aludida rep…
ECA deverá ser revisado para incluir cultura indígena
SÍTIO CIMI, 25.11.2010
Fonte: Agência Brasil

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que completa 21 anos em 2011 poderá ser reformado para não discriminar práticas de socialização das crianças indígenas. Um diagnóstico sobre a violação de direitos e a atual situação de crianças e adolescentes indígenas apontam que há diferenças de visão sobre o que é considerado violência e agressão contra as crianças.
De acordo com o diagnóstico em elaboração, os indígenas têm outra concepção sobre o trabalho infantil, gravidez precoce e abrigamento, previsto no ECA como ação de proteção e medida socioeducativa. "O abrigamento é um procedimento estranho e alheio. É visto como afrontamento aos seus costumes" disse à Agência Brasil Carmen Silveira de Oliveira, secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (Secretaria de Direitos Humanos), ao explicar que, para os índios, os filhos sempre devem ficar com a f…
Seminário apresentará, em Brasília, resultados de pesquisa nacional 
sobre crianças e adolescentes indígenas
O "II Seminário sobre Direitos ePolíticas para Crianças e Adolescentes
Indígenas" acontecerá emBrasília, de 25 a27 de novembro, quando serão
apresentados os resultados preliminares de diagnóstico sobre a violação
de direitos e a atual situação de crianças eadolescentes indígenas. A
pesquisa aconteceu ao longo de 2010 coordenada pelo CentroIndígena de
Estudos e Pesquisas (Cinep), em parceria com a Secretaria deDireitos
Humanos (SDH-PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e
do Adolescente (Conanda).

Para a produção do material foram realizados o I Seminário Nacional, em
Brasília,e quatro oficinas com representantes indígenas das regiões
Sul/Sudeste,Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Os relatos dos participantes
apontaram especificidadesregionais do ponto de vista indígena sobre o
conceito do que seja criança eadolescente para os povos e também as
diferenças com re…
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A ANTA QUE VIROU ELEFANTE NUM DOMINGO ESPETACULAR José Ribamar Bessa Freire 21/11/2010 - Diário do Amazonas

A segunda-feira da índia Rosi Waikhon na periferia de Manaus foi um dia de cão. Escapou, por pouco, de ser apedrejada. Ao sair de casa, várias pessoas lhe atiraram na cara frases do tipo:“Ei, índia, você não é gente, índio mata o próprio filho, vocês deviam morrer”. Minha amiga há muito tempo, ela me confidenciou: “Meu dia virou um terror, em todos esses anos, nunca tinha ouvido palavras tão pesadas e racistas”. Quem humilhou Rosi estava indignado, porque no dia anterior havia presenciado o ‘assassinato’ de crianças indígenas, cometido pelos próprios pais, que praticam o ‘infanticídio’, tudo isso exibido no programa Domingo Espetacular da TV Record. Felizmente, como nos filmes americanos, chega a cavalaria para salvar vidas ameaçadas por índios bárbaros. A missionária evangélica Márcia Suzuki, cavalgando a emissora do Edir Macedo – tololoc, tololoc – l…
A reportagem abaixo foi publicada em 21/nov no jornal Folha de São Paulo, no endereço http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il2111201005.htm


REPORTAGEM

Democracia xamânica Em cinco línguas, a algaravia da política ianomâmi

RESUMO
Em sete dias de assembleia e eleições na comunidade de Toototobi, no Estado do Amazonas, Davi Kopenawa foi reeleito líder da associação Hutukara, que representa os interesses dos índios ianomâmis. Debates entre líderes e eleitores e negociações com o Estado brasileiro apontam o domínio dos ianomâmis sobre as artes da costura política.

MARCELO LEITE

Após sete dias de debates e discursos, com tradução nada simultânea nas quatro línguas ianomâmis e em português, aproxima-se o ponto alto da quarta assembleia da associação Hutukara: eleição da nova diretoria. Liderada por Davi Kopenawa Yanomami, 54, e seu filho Dário, 28, a composição atual se candidata à reeleição depois de dois anos de mandato. No centro da maloca, construída para a r…

Kanindé treina novos agentes

Um curso básico de formação para Agente Ambiental Indígena será realizado no Centro de Cultura e Formação Kanindé e está direcionado aos povos indígenas dos corredores etnoambientais Tupi Mondé e Tupi Kawahiva – Zoró (Terra Indígena Zoró), Cinta Larga (Terra Indígena Roosevelt), Jupaú, Amondawa e Oro Towati (Terra Indígena Uru Eu Wau Wau), Jiahui (Terra Indígena Jiahui), Arara, Gavião (ambos da Terra Indígena Igarapé Lourdes) Parintintin (Terra Indígena Nove de Janeiro e Ipixuna), Tupari (Terra Indigena Rio Branco) e Suruí (Terra Sete de Setembro). O curso acontecerá no período de 19 a 26 deste mês.
Fonte: Diário da Amazônia

Livros sobre educação intercultural indígena são lançados por meio do Coeduc

Da Redação
Incluir a temática indígena na escola e facilitar a educação intercultural é o objetivo de dois livros lançados pelo Núcleo de Estudo sobre o Corpo, Educação e Cultura (Coeduc) da Universidade do Estado de Mato Grosso, por meio do Projeto financiado pela Rede CEDES/ME (Centro de Desenvolvimento do Esporte Recreativo e do Lazer) em parceria com o Grupo de Pesquisa em Movimentos Sociais e Educação (GPMSE) da Universidade Federal de Mato Grosso e o Projeto Jogos Indígenas e Educação: Produção Material Educativo Sobre os Jogos dos Povos Indígenas do Brasil.
As obras “Jogos e Culturas Indígenas: Possibilidades para a Educação Intercultural na Escola” organizado pela professora da Unemat, Beleni Salete Grando e “O eu e o outro na Escola: contribuições para incluir a história e a cultura dos povos indígenas na escola”, também organizado pela professora Beleni e pelo professor Luiz Augusto Passos (UFMT) tem como objetivo contribuir para que a temática indígena sela …

Estudo mostra que diversos povos indígenas praticam a paternidade múltipla.

Povos acreditam que crianças podem ter mais de um pai. De 128 sociedades analisadas, pelo menos 53 têm essa tradição.

Estudo publicado na revista científica americana  “PNAS” aponta que uma grande parte dos povos indígenas sul-americanos não andinos tem por hábito a chamada paternidade múltipla, crença segundo a qual os filhos podem ter mais de um pai. Para estes povos, a mulher pode se relacionar com vários homens e o sêmen deles se mistura para gerar a criança.


A prática pode ter diversas conseqüências sociais, como um maior zelo dos homens pelas crianças, já que consideram que compartilham sua paternidade. Também garante o sustento de crianças em caso de morte de um adulto, já que cada uma delas tem mais de um pai.

 Segundo os autores do estudo, a paternidade múltipla é especialmente presente nos povos dos grupos lingüísticos carib, pano, tupi, e macro-je, e geralmente ocorre nas soci…

Prefeito Fauzi recebe coordenadora da Fundação Ford

O prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) recebeu em seu gabinete a Dra. Joan Dassin, coordenadora internacional da Fundação Ford.

A coordenadora esteve acompanhada por caciques de todas as aldeias Terena de Aquidauana e ainda de um representante de Dois Irmãos do Buriti.

A Dra. Joan veio ao município com vários objetivos, entre eles, discutir a continuidade do apoio da Fundação Ford para a formação educacional de povos indígenas.

Iniciado em 2000, através de seu representante no Brasil, a Fundação Carlos Chagas, a Fundação Ford propõe oferecer bolsa para o Programa Internacional de Formação Superior de Povos Indígenas e Negros sem condições para tal.

Em Aquidauana, são cinco indígenas da etnia Terena contemplados, entre eles o professor Paulo Baltazar e Celma Fialho. Ambos cursam o Mestrado com recursos da Fundação Ford.

Entretanto, o programa foi elaborado para ter 10 anos de permanência e em 2010 vence o prazo para o fornecimento das bolsas.

Este foi um dos itens mais destacados na re…