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Mostrando postagens de Junho, 2013
NÃO VOU LIGAR MAIS PARA TI
Cansei. Não atenderei mais tuas chamadas. Cansei de servir de inspiração para os textos que escreves. É torturante saber que sempre falas de mim com um pouco de amor e uma overdose de mágoas. Não atenderei mais tuas ligações. Elas são sempre vazias de sentido. Também não te ligarei mais. És sempre tão literal que me cansa ser alvo de textos - curtos ou longos - que falam de um amor que nunca é ou nunca foi. Tu me deixas muito confuso, cafuzo. Falas pelas entrelinhas de mim mesmo ao simples som de minha voz ao atender tua ligação. Como podes ser tão sedenta de minhas palavras? Como podes me usar desse jeito? Não vou mais ligar para ti. Nem uma única vez irei ligar mais para ti. Tenho que resistir à saudade que me atormenta e que alimenta tua escrita. Não posso mais ser teu muso inspirador, pois já fui tanto e tantas vezes! Tenho que me esforçar para não lembrar de ti com vontade de te ligar, ouvir tua voz macia e teu riso sedutor. Tenho que deixar de fitar teus g…

Escritor juarense Marcelo Manhuari lançou seu livro em evento no Rio de Janeiro.

Escritor juarense Marcelo Manhuari lançou seu livro em evento no Rio de Janeiro. O escritor indígena juarense, Marcelo Manhuari, lançou no 15° Encontro da Fundação Nacional do Livro Juvenil que aconteceu no Rio de Janeiro, o seu livro “A cidade das águas profundas”. O evento foi acompanhado por vários parceiros do movimento da literatura indígena. O livro “A cidade das águas profundas” foi publicado pela editora Melhoramentos, que sempre dá oportunidades para novos escritores, e particularmente aos indígenas. Quem tomou conhecimento do material de Marcelo, foi o próprio Daniel Mundurucu que após analisar o conteúdo indicou a editora e se incumbiu de ser o agente literário da obra. Ao todo são pelo menos três mil exemplares já impressos, que serão distribuídos em todo território nacional, o material inicialmente distribuído pela própria editora e comercializado nas principais livrarias do pais. No vale do Arinos, com o lançamento do livro de Marcelo Manhuari, surgiu a ideia da criação da A…

Exposição ¡Mira!, no Centro Cultural UFMG, revela arte contemporânea indígena da América do Sul.

O Centro Cultural UFMG inaugura na próxima sexta, 14 de junho, a exposição ¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas. A mostra reunirá, pela primeira vez no país, obras de artistas indígenas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru. O evento se estenderá até 11 de agosto, e a entrada será gratuita.
Pinturas, desenhos, cerâmicas, esculturas, vídeos e fotografias estarão expostos durante dois meses em um dos mais antigos edifícios (recém-restaurado) do centro histórico da capital mineira. A proposta do Centro Cultural é trazer ao público as novas estéticas dos povos ameríndios, definida pela produção artística que alia saber tradicional às modernas tecnologias.
“As artes visuais que alguns indígenas estão fazendo, expondo e vendendo entram em nosso mercado, na cidade grande, como objetos e signos de outras realidades”, explica Maria Inês de Almeida, curadora e coordenadora da exposição. “O que distingue suas peças dos objetos e signos tradicionais, frutos da cultura or…

Escritores e Artistas Indígenas fundam a DIROÁ - AssEArIn

Eu e Edson Kayapó fomos convidados pelo Diretor do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual – INBRAPI, Daniel Munduruku, e pelo Coordenador do  Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas - NEArIn, Cristino Wapichana, para coordenarmos os trabalhos de concepção, constituição, fundação, eleição e posse de uma Associação que congregasse os escritores e artistas indígenas dos mais diversos povos indígenas no Brasil, inicialmente, os oriundos do NEArIn, que vêm se reunindo ao longo de 10º através do Encontro de Escritores e Artistas – EEAI, em eventos compartilhados com o Salão do Livro para Crianças e Jovens da (FNLIJ) - Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil evento, na cidade do Rio de Janeiro.
Após as três assembleias nos dias 10, 11  e 13 de junho, com esta finalidade, foi fundada para a representatividade legal dos escritores e artistas indígenas a bem da literatura indígena e das comunidades dos povos indígenas e do povo Brasileiro a DIROÁ – Associação de Escritor…

VOYEUR

Ela abre a porta de maneira tão vulgar que o deixa sempre atônito. - Vulgar – ela pergunta – o que quer dizer com isso? Vulgar é a puta-que-o-pariu. Nada há de vulgar no meu ato de abrir a porta! Ele não responde. O silêncio mudo é melhor que o silêncio falado. Prefere assim. É um método que aprendeu no tempo em que queria ser monge budista. É melhor calar diante da explosão  e contemplá-la que enfrentá-la e morrer. Morre-se tanto e tantas vezes nessa vida!!! Preferia que ela não fosse vulgar ao abrir a porta. Preferia que ela fosse refinada, final, gentil. Abrir com leveza e finesse como faziam as madames da televisão. Como fazia a dama Fernanda Montenegro. Aquela sabe envelhecer com brio! Sabe ser uma dama! Sabe abrir uma porta com primor! Faz tempo que a observa. Ela nem sabe disso. Virou um voyeur de sua própria mulher. A espia quando dorme após longo dia de trabalho. Sente sua respiração, dividindo o ar entre as narinas e a boca, vez ou outra solta um gemido. - Pensou em mim – ele pen…

10º EEAI - Encontro de Escritores e Artistas Indígenas - 12 de Junho de 2013

Prezados, aí vai uma pouco da participação de Daniel Munduruku no 10º EEAI - Encontro de Escritores e Artistas Indígenas -"Buscando Horizontes. Gerando Metamorfoses.", evento que é um dos idealizadores. O Instituto Uka Casa dos Saberes Ancestrais, agradece à todos os participantes do nosso 10º EEAI - Encontro de Escritores e Artistas Indígenas!
Foram duas semanas de trabalho em que passaram pelo stand do NEARIN no 15º Salão FNLIJ do Livro, alguns dos principais escritores, artistas e lideranças indígenas do Brasil, que trouxeram valiosas contribuições a respeito dos novos rumos deste movimento e celebraram juntos conosco essa data especial.
O auge do evento aconteceu no dia 12 de Junho, quando aconteceu nosso Seminário: "Buscando horizontes. Gerando metamorfoses". Que contou com a participação de grandes acadêmicos brasileiros que estudam e apoiam a Literatura Indígena.
A organização parabeniza à todos, pelas falas, pelas novas publicações dos autores indígenas, p…

Mundurukando a partir da foto de menino Munduruku de Juara/MT

Mundurukar é: 
Contemplar o tempo que passa pequeno.
Sentir a brisa do vento que acaricia o espírito.
Solfejar as notas harmônicas do universo.
Sentir o coração da deusa pulsar e acompanhar o doce movimento da vida que teima em sobreviver.
Harmonizar o Crer e o Compreender num mesmo espaço em conflito.
Descobrir o novo a cada dia.
Saber dizer o belo a quem se que quer bem.
Saber dizer o belo a quem não se quer tão bem.
Saber dizer Amém, Aleluia, Shalom, sim e não.
Saber Ser
Saber-se SER.

SOBRE FORMIGAS E ELEFANTES

Sobre formigas e elefantes
Há muitas fábulas que falam da luta entre grandes e pequenos. Normalmente são narrativas que procuram oferecer como moral da história que os pequenos podem resistir diante da pressão dos grandes e, finalmente, vencê-los. Neste sentido podemos lembrar a história do pequeno Davi contra o gigante Golias. A narrativa bíblica nos aponta que bastou que o jovem acertasse a te
sta do monstro para por fim a uma tragédia anunciada. Estava tudo caminhando para um desfecho desfavorável ao povo israelita que estava acuado diante da grandiosidade do guerreiro filisteu (a narrativa bíblica fala que o moço tinha dois metros e noventa e seis centímetros de altura). Tudo parecia perdido até que se apresentou o destemido Davi que enfrentou e destruiu o gigante com um único e certeiro golpe. A arrogância dos filisteu acabou sendo massacrada por um minúsculo israelita que tinha a fé como arma. Nas fábulas tradicionais aparecem outras figuras que nos reportam para um tipo desfech…

Feira do Livro em Jaraguá do Sul

A cidade catarinense de Jaraguá do Sul está realizando, até o dia 16 de junho, sua 7a. Feira do Livro.
Nesta segunda feira, 10 de junho, Daniel Munduruku fez palestra para aproximadamente mil crianças e jovens durante a 7a. Feira do Livro.
A conversa durou aproximadamente uma hora e discorreu sobre os vários equívocos sobre as culturas indígenas, preconceitos e literatura. O autor pontuou sua trajetória de escritor e liderança indígena lembrando ao público as dificuldades atuais por que passam os povos indígenas brasileiros.
Abaixo algumas fotos deste importante evento.




Após a palestra o autor distribuiu autógrafos entre os presentes e pousou para fotos com os admiradores de sua literatura.









Na parte da tarde o autor visitou a Escola Municipal Jonas Alves e conversou com os alunos da instituição.